Educação inaugura o 2º Salão do Livro das Escolas Estaduais

Foto por Claudia A.
Por Camerino Neto, Claudia Holanda/ Fotos: Cris Torres, Marcia Costa
Um grupo de 21 portadores de necessidade educacionais especiais da Escola Estadual de Educação Especial Professora Maria Ivete Correia Vasconcelos, da Praça da Bandeira, recepciou o governador Sérgio Cabral e a secretária de Educação, Tereza Porto, na abertura do 2º Salão do Livro das Escolas Estaduais do Rio de Janeiro.
Emocionados, eles posaram para fotos e pediram autógrafos. Com a ajuda de uma intérprete da Linguagem Brasileira de Sinais (LIBRA), Virgínia Ferreira, aluna do quinto ano, manifestou a alegria de participar do evento. A secretária Tereza Porto disse que ela e seus colegas estavam representando todos os estudantes da rede estadual.
Quebrando o protocolo, o governador passeou pelo espaço de 2.500 m2, onde estão montados 126 estandes, ocupados por 160 editoras, conversando com as pessoas. Da professora de química Juliana Rodrigues, lotada no Colégio Eça de Queiroz, em Copacabana, o governador ouviu o agradecimento pelos investimentos na área de Educação, como os laptops. Juliana contou ainda que estudou da UERJ, fez o concurso de 2004 e foi chamada assim que Cabral assumiu o governo.
- Estou muito feliz representando minha escola. O formato do Salão beneficia os professores que poderão escolher os livros de acordo com suas realidades – disse.
Para o diretor-presidente da Imprensa Oficial, Haroldo Zager, que vai reeditar clássicos para serem distribuídos em bibliotecas, ONGs Associações de Moradores, no próximo ano, a iniciativa faz parte de uma decisão de governo.
- Todo investimento na formação de novos leitores deve ser muito aplaudido - destacou.
Parceiro do evento, junto com a Associação dos Representantes e Editoras do Estado do Rio de Janeiro (AREERJ), o Sindicato Nacional dos Editores de Livros (SNEL) também festeja a realização do 2º Salão.
- A verba de R$ 10 milhões, que contempla exclusivamente o Estado do Rio de Janeiro, representa uma aquisição de grande porte, e permitirá o fortalecimento das bibliotecas nas escolas. Temos certeza que essas obras irão possibilitar a formação do futuro leitor, promovendo e criando o hábito da leitura, elemento fundamental para o crescimento cultural e cívico da criança e do jovem – disse a presidente do SNEL, Sônia Machado.
Tereza Porto afirmou que o evento é extremamente importante para a Secretaria de Educação, uma vez as escolas ganham autonomia para escolher dos títulos que querem comprar.

- Nesta edição, a Secretaria deu preferência a títulos de literatura e de formação de professores. Em parceria com a Secretaria de Cultura, também trabalhamos para que as escolas ampliem seu acervo dentro de uma política de governo de incentivo à leitura. Com a aquisição dos novos títulos, de forma democrática, queremos fortalecer as ações promotoras de leitura desenvolvidas nas escolas – explicou.
Também participaram da abertura do 2º Salão, o vice-governador e secretário de Obras, Luiz Fernando Pezão, os secretários da Casa Civil, Regis Fichtner; de Cultura, Adriana Rattes; de Governo, Wilson Carlos de Carvalho; e de Transportes, Julio Lopes; o presidente do CIEE, Arnaldo Niskier; e o presidente da AREERJ, Francisco Pizotii, entre outras autoridades e convidados.
Professores vão às compras
A cena mais comum no Salão é a dos mestres anotando títulos e fazendo contas para compra de livros. As professoras do CIEP 311 Deputado Bocayuva Cunha, em Paciência, Zona Oeste, estavam animadíssimas. O colégio, que possui dois mil alunos do Ensino Médio, recebeu uma verba de R$ 20 mil para renovar sua biblioteca.

- Amei essa idéia. Vamos poder fazer muita coisa pela escola e pelos alunos. Quem não lê, não se articula bem. A leitura é instrumento para afirmação da cidadania – comentou a diretora geral da unidade, Carla Rosane Costa Amaral.
A professora encomendou livros sobre todas as áreas do conhecimento, mas priorizou a aquisição de romances de importantes autores nacionais, títulos sobre cultura brasileira e africana, além de DVDs. No próximo ano, serão realizados saraus e debates com base nesses livros.

A diretora-adjunta do CIEP 311, Laurilea de Almeida Silva, também aprovou a iniciativa.
- Estamos vendo nosso sonho virar realidade. Nossos alunos são, na maioria, adolescentes, uma fase complicada. Acreditamos que a leitura pode ajudá-los a esclarecer dúvidas que tenham na vida. Bons livros são sempre boa companhia.
Oficinas
Durante o Salão, várias oficinas acontecem no stand da secretaria de Educação. Na tarde do dia
A criadora do projeto, professora Sônia Rodrigues - filha do escritor Nelson Rodrigues -, é escritora, jornalista e doutora em Literatura pela PUC-Rio. Possui 23 livros publicados e tem vários prêmios em literatura, vídeo e teatro.

Subsecretária de Cultura Bia Caiado e a Professora Sônia Rodrigues
O Salão
Salão do Livro chega ao fim com saldo positivo
Por Camerino Neto e Mônica Marzano
Fotos: Cris Torres e Marcia Costa
Durante três dias, cerca de 15 mil pessoas participaram do 2º Salão do Livro das Escolas Estaduais do Rio de Janeiro. Todas as 1.600 escolas receberam recursos – entre R$ 3 e R$ 24 mil – para renovar os acervos de suas bibliotecas. O Governo do Estado investiu R$ 1 milhão, mas os benefícios para educadores e alunos foram muito além. Eles tiveram a chance de freqüentar oficinas, assistir a palestras e conhecer escritores, uma experiência que vai enriquecer o trabalho realizado em sala de aula.
Álvaro Ottoni promove oficina
Com 26 livros publicados, alguns deles adaptados para o teatro, o escritor Álvaro Ottoni foi uma das principais atrações desta sexta-feira (12/12), último dia do Salão do Livro das Escolas Estaduais, que acontece no Centro de Convenções Sul América, no Centro do Rio.

A platéia, formada por professores e alunos do Curso Normal, participou da oficina “A arte de contar história”. Com o auxílio de cartazes, Ottoni mostrou que é possível estruturar uma narrativa a partir de um simples olhar atento aos fatos que acontecem ao redor.
- A educação deve pensada e revolucionada dentro de cada um de nós. A criança deve ser aproximada do prazer de ler, escrever e criar.
Conhecido pelo público infantil, o premiado autor tem na lista as obras “A árvore que fugiu do quintal”, “O peixe que não sabia nadar”, “Quando o coração recebe visita”, “Quem mora aqui? Quem mora lá?” e “O pato pastel”. Ele conta que a literatura do Brasil é uma das mais importantes do mundo.
- Dos dez prêmios, nós vencemos sete. Só no Hans Christian Andersen, que é considerado o Nobel da literatura infanto-juvenil, nós ganhamos duas vezes, com Lygia Bojunca e Ana Maria Machado.

Ottoni deu algumas dicas para quem pretende se aventurar no mundo das histórias: identificar o nível de maturidade e a série da turma; assimilar o que vai contar, incorporando a idéia principal, sem decorar o texto; aproveitar o que sabe fazer, como dançar, cantar ou tocar, e usar o afeto acima de qualquer corrente pedagógica.
As futuras professoras, Georgina de Souza e Marcela Manhães, aprovaram a oficina e vão levar a experiência para o Colégio Estadual João Pessoa, em Campos dos Goytacazes, onde estudam.
PS: Observem na blusa delas hehehe, quem criou essa logo do Projeto Aprender-Tecendo Redes de Aprendizagem Social ??Eu! =]

- Fazemos nosso estágio supervisionado em escolas do município, levando atividades do Projeto Aprender. Usamos fantoches, dobraduras e outros recursos para tornar o ambiente da escola agradável, onde o aluno se sinta confortável e tenha sua auto-estima elevada. Agora, temos mais um recurso para aperfeiçoar nosso trabalho.
Professor indígena presente
Algemiro Karaimirim visitou o Salão do Livro à procura de obras escritas por autores indígenas. Acompanhado pela diretora-geral, Rosa Caloiero, o gestor de origem “guarani mba”, estava atento aos títulos para levar de volta à aldeia.
Juntos, eles administram a Escola Estadual Indígena Guarani Karai Kuery Renda, em Bracuí, Angra dos Reis, e duas salas de extensão: “tava-mirim”, em Parati-mirim, e “karai oka”, em Araponga, também em Parati.

- Só falamos em guarani em nossas aulas, mas a partir dos nove anos, os meninos começam a se alfabetizar na Língua Portuguesa – disse Karaimirim, que é diretor-adjunto da área pedagógica.
As unidades atendem a aproximadamente 200 alunos, de quatro a 18 anos. Rosa explica que o objetivo de toda ação realizada é respeitar a diversidade e a língua usada pelos indígenas.
- O dia-a-dia na nossa escola é diferente. Os alunos levam seus irmãos menores para assistirem às aulas.
Numa parceria entre a Secretaria de Educação e Unirio, foram publicados dois livros sobre o cotidiano da aldeia e o terceiro será lançado em agosto do próximo ano, com um glossário produzido por alunos e professores.
O próximo trabalho, em fase de conclusão, é uma obra ilustrada que contém uma coletânea de atividades, preparadas por seis professores índios.
Para a aquisição dos livros no evento, a escola e as salas de extensão receberam R$ 7.500,00 no total.
- Agradecemos a chance de poder participar pela primeira vez do Salão. É a oportunidade que faltava.
Anos de Chumbo
Na véspera dos 40 anos da publicação do Ato Instituição nº 5, a subsecretária de Gestão da Rede de Ensino, Teca Pontual, e o coordenador do grupo Amigos e Amigas de 68, Carlos Wainer, fizeram a entrega dos prêmios para os 15 melhores colocados no concurso de redação “1968 – 2008 - Participação Social e Política da Juventude” (veja a lista completa dos finalistas ).

Foto por Claudia A.
Foto por Claudia A.Foto por Claudia A.
Nathane Braga da Silva Rezende, aluna do 3º ano do Ensino Médio do Colégio Estadual Edmundo Bittencourt, em Teresópolis, foi a grande vencedora e levou para casa um computador. Os outros 14 finalistas receberam livros doados pela SEEDUC e uma coleção completa da Editora da UFRJ. As redações também farão parte das Exposições “68/Utópicos e Rebeldes” e “1968: a imaginação da liberdade”, em cartaz no Palácio Capanema.
A subsecretária Teca Pontual abriu a solenidade dizendo que estava muito emocionada, pois os chamados “anos de chumbo” são uma parte importantíssima da recente história política brasileira.

- Para mim, especialmente, esse período representa muito. A minha avó participou ativamente dele – contou, referindo-se à Wanda Cozetti, historiadora, militante política perseguida pela repressão, que ficou cinco anos presa e sete, exilada na África.
Para o representante do projeto “40 anos de 68 – Relembrar, Celebrar e Entender” e do grupo “Amigos de 68”, Carlos Wainer, a SEEDUC está de parabéns por ter aceitado o desafio de realizar o concurso proposto pela Universidade Federal do Rio de Janeiro.
- Vocês são militantes da memória – disse, dirigindo-se aos estudantes – e só um povo que entende o seu passado, pode construir o futuro – completou.

A grande vencedora da tarde, Nathane Braga, explicou que sempre teve curiosidade sobre o assunto. Para falar sobre 68, ela criou um personagem, Roberto Peixoto, que reconta sua história e a do Brasil, durante uma palestra para alunos do Ensino Médio. A jovem de 17 anos, que sonha em fazer medicina, surpreende por sua postura a favor da democracia.

- Não entendo essa idéia de que alguns tenham controle sobre a vida das pessoas – dispara, afirmando ainda não acreditar que foi a ganhadora do prêmio.
Segundo dia de Salão do Livro reúne escolas dos quatro cantos do estado
Por Mônica Marzano
Fotos: Cris Torres
Formulário na mão e olhar atento às novidades. No segundo dia do Salão do Livro das Escolas Estaduais, diretores, professores, coordenadores e bibliotecários circularam pelos corredores em busca de literatura variada para enriquecer principalmente as bibliotecas.
O ritmo acelerado nos estandes está sendo comemorado pelo diretor-presidente da Associação de Representantes de Editoras do Estado do Rio de Janeiro (AREERJ), Francisco Pizotti.

- Para nós, o Salão já em um sucesso. Este ano, assumimos a parte estrutural para que o professor seja bem recebido e tenha tranqüilidade no momento da escolha dos títulos.
Para Esther Santos, da comissão organizadora do evento, o hábito da leitura tem um papel decisivo no rendimento dos alunos e no alcance pleno da cidadania. Ela espera que aproximadamente cinco mil pessoas passem por lá.

- A leitura é importante para formar o cidadão e ainda para o acesso à arte e o patrimônio cultural. E também é mobilizadora do rendimento escolar. Há uma relação comprovada entre o hábito de ler e o desempenho em todos os níveis, não só na Educação Básica, mas ultrapassando a universidade. Estudos mostram que a formação sólida de hábitos de leitura contribui para o sucesso de candidatos selecionados em concursos e empresas.
Literatura para enriquecer as aulas
A professora de Língua Portuguesa e Literatura, Lídia Barreto Cardoso, do CE Fernando Magalhães, em Niterói, analisou com calma as obras encontradas no Salão, para equipar a biblioteca. O colégio recebeu R$ 11.500,00 e vai beneficiar 1.200 alunos, do 3º ano do Ensino Fundamental ao Ensino Médio (regular e EJA).

- Estamos investindo em obras com boa qualidade, ilustrados, com gráficos e títulos sugestivos que despertem a atenção dos alunos para que eles possam manuseá-los – destaca, junto com sua diretora, Ana Márcia Alves Leal.
Já Isabel Cristina Barreto Pereira, da EE Professora Marina Bento, de Nova Iguaçu, procurava os últimos lançamentos.

- O professor sempre tem que buscar formas de melhorar suas aulas, tornando-as cada vez mais interessantes.
A qualidade dos livros despertou a atenção de Sandra Chaves, diretora do Ciep 239 – Elza Vianna Fialho. Ela ficou encantada com a variedade oferecida pelas editoras e espera levar para sua unidade exemplares da literatura infanto-juvenil, poesias e obras de Machado de Assis e Monteiro Lobato.

O objetivo, segundo ela, é enriquecer também as ações que acontecem anualmente, como o “Resignificando o processo de leitura e escrita na sala de aula”, projeto elaborado com recursos do Programa de Gestão Escolar, da SEEDUC. Na próxima segunda-feira (15/12), será lançado um livro de prosas e poemas preparados por 160 alunos.
O interior do estado também marcou presença no Salão. Acompanhados dos professores Paulo Rogério Curvelo e Maria Cristina Vieira de Lima, os diretores Obed de Souza Peres e Neliany de Campos Manhães Marinho, dos colégios Oscar Batista e Waldemira Pitta, de Cambuci, foram às compras de romances, contos, títulos clássicos. As duas unidades têm alunos vencedores de concursos, que podem ser conferidos no endereço eletrônico www.jornalcewapceob.nafoto.net.

- Acredito que a compreensão das demais disciplinas passa pelo hábito da leitura – disse Obed.
Ao seu lado, Neliany conta que sua unidade desenvolve sarau literário na biblioteca, onde os estudantes produzem textos, que será enriquecido com a nova aquisição.
Ouvindo e analisando
Durante a manhã, o público teve a chance de participar de palestras. A primeira delas foi com o psiquiatra infantil Gustavo Teixeira, que falou sobre os transtornos de comportamento de crianças e adolescentes. Autor de três livros, o médico vê no professor um grande aliado na descoberta preventiva de doenças mentais.

- De 10 a 20% das crianças precisam de ajuda nessa área. É importante o olhar atento dos professores para ajudar na intervenção precoce. Acredito que o melhor caminho seja a comunicação da família com a escola e entre os profissionais de saúde e os de educação.
Para saber mais, o médico deixou um site de consulta que pode ser acessado por pais e docentes (www.comportamentoinfantil.com).
Atenta à palestra e fazendo anotações, Celeste Barroso Rebel, disse que valeu a pena a participação no Salão do Livro.

- Além de adquirir novos exemplares para minha escola, ainda assisti a uma excelente palestra, que atingiu diretamente a todas as minhas dúvidas e anseios. Agora, passei a conhecer e a entender melhor os alunos e vou levar essas informações para meu corpo docente – conta a diretora do CE Dr. Armando Sá.
Cordelista canta Machado de Assis
À tarde, os visitantes do 2º Salão do Livro tiveram a oportunidade de conhecer o trabalho do cordelista Chico Salles, que cantou para um público animado com suas rimas. Autor de vários livros dirigidos ao público jovem, Salles vem trabalhando para introdução desse gênero de literatura na escolas.
Ele explica que o cordel, que já é matéria obrigatória no curriculum escolar do estado da Paraíba, onde ele nasceu, pode ser um caminho muito interessante para ensinar as crianças sobre a cultura brasileira. No seu livro Cordelinho ele passa noções básicas sobre o assunto e conta duas histórias: o "Barato da Barata" e o "Tigre Que Virou Doutor".

Ele acredita que a biblioteca nas escolas é um espaço fundamental para a formação dos alunos.
- Trazer diretores e professores para a compra de livros é uma iniciativa muito importante. Precisamos disso.
E finaliza cantando:
- /Para preservar a língua, costumes e tradição/, protegei nossa cultura e também nossa educação/, Precisamos de “machados”, escudeiros afiados com talento e correção./
Estandes, livros e vendas
Segundo a promotota de vendas Heloisa Helena, do estande da Embrapa - que publica livros sobre agroecologia e que trabalha com alguns títulos em braile, como "A Viagem das Sementes" e "Livro Para Pescaria com linha de Horizonte - os resultados estão indo além da expectativa.
- A demanda maior é das escolas técnicas. Está sendo muito bom.
A expositora, Suely Ramos, da editora Mazza, de Belo Horizonte, que edita livros com temas ligados à africanidade também se mostrou satisfeita com os resultados.

- É uma oportunidade dos educadores do Rio de Janeiro conhecerem o nosso catálogo. Acreditamos que os títulos possam ajudá-los no ensino da história da África.
No estande de obras de Lygia Bojunga, autora do famoso “A Bolsa Amarela”, as professoras já chegam com seus pedidos prontos. Rizete da Silveira, do colégio Operário João Vicente, de Duque de Caxias, não esconde a satisfação ao citar seus títulos preferidos.

- Da Lygia, eu gosto muito de “A Casa de Madrinha”, “Sofá Estampado” e “O Abraço”. Estamos organizando a nossa biblioteca e queremos fortalecer nossos projetos de leitura para o próximo ano.

1 Comentários:
Parabens Claudia!!!!!!!!Lindo trabalho...Os brasileiro precisam ler mais e isto so vai acontecer com incentivos como este...
Bju
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