sábado, 17 de janeiro de 2009

Por que os estrangeiros sempre falam mal das brasileiras(os)????

Posted by Miss K. 1/17/2009, under , | 5 comments

Gostaria de saber porque quase sempre os estrangeiros (da India, China ou até mesmo do Alasca hehhe) sempre falam que a brasileira é prostituta e o brasileiro é 171... Eles amam nosso futebol, acham as brasileras lindas (mas somos mesmo né hehhe), veem aqui pra tomar "caiporinha" , se empanturram de feijoada e no final sempre o brasileiro que é o vilão, brasileiro é sempre quem não presta...Vira e mexe em algum momento eles dão um surto e falam alguma coisa ruim de nós...

Já fiquei muito braba com situações do tipo: Ah brasileira, vc samba no carnaval?Brasil tem muita praia, nossa brasileira "tudo pelada" ... Arhhhh eu ficava tão chateada com a comparação mais idiota que existe brasileira=carnaval, samba, e por que não dizer brasileira=sexo fácil...Ou ficam apreensivos: nunca irei ao Brasil, tem bandidos, morte, favela , serei assaltado nas areias de Copacabana ...Ah tah na Índia não tem isso muito menos no Paquistão ...

Eles esquecem que pobreza e ladrão existe em qualquer lugar do mundo...Mas porquê sempre citam nosso país???Porquê sempre somos nós os vilões da história?Se é tão ruim assim então por que raios eles compram passagem para vir???


Em Amsterdã a prostituição foi legalizada em 2000, a droga foi legalizada também por lá....as mulheres ficam em vitrines...ninguém fala mal disso...
Mas das brasileiras...Ah isso sim eles garantem que a maioria nasceu para ser prostituta...ô cabecinhas vazias...
E as favelas, por acaso existe pobreza e falta de moradia só aqui?


Como eu sempre cito a Índia, vamos lá:



"Trinta milhas a oeste do Taj Mahal, na estrada para a cidade de Jaipur, os turistas que passam de carro tem uma visão que os guias de turismo não mencionam.Uma milha além da cidade de Bharatpur, existem abrigos onde garotas, várias menores de 18 anos, passeiam oferecendo seus corpos.


Uma menina em especial chama atenção. Suli, 14 anos, é virgem e está tendo o direito de dormir com alguém sendo leiloado. No abrigo onde ela vive moram outras 59 famílias, todas com uma longa tradição construída à base de prostituição. As meninas que nascem lá tornam-se prostitutas em um rito de passagem para a "idade adulta", pois para elas, o casamento é para o resto da sociedade indiana".




"Em 1997, a fotógrafa de origem britânica Zana Briski aventurou-se no bairro Sonagachi de Calcutá, conhecido pela sua prostituição. O seu objectivo era conhecer algumas das mulheres que aí trabalhavam e fotografá-las. No entanto, deu-se conta de que sendo uma estranha nunca conseguiria o seu propósito. Por isso, decidiu mudar-se para lá.
Como inesperada consequência, Briski acabou por formar fortes laços com as crianças do bairro, muitas delas não desejadas ou amadas. Na tentativa de as salvar da sua própria vida, a Tia Zana, como lhe chamam, decidiu ensinar-lhes fotografia e, entre a pobreza e o trabalho das suas mães (e, para as raparigas, a inevitabilidade de um mesmo futuro), as crianças responderam de uma forma voraz e, em alguns casos, esta experiência mudou radicalmente as suas vidas.
Não satisfeita com o despertar da criatividade inata destas crianças, Briski tenta inscrevê-las em escolas privadas e enfrenta pacientemente a burocracia indiana para conseguir certidões de nascimento, senhas de racionamento e os comprovativos dos testes de HIV negativos. As mães resistem, porque não querem perder outra fonte de rendimento e são poucas as crianças que permanecem hoje em escolas privadas.
Mas Briski, cujo amor e compaixão são contagiosos, mantém ainda hoje a sua ajuda, através da fundação
Kids With Cameras.
Este filme, vencedor do Oscar® na categoria de documentário na edição de 2004, acompanha as experiências de sete crianças dos 10 aos 14 anos, a sua curiosidade, o seu talento e a sua energia. Mas também o desespero que as cerca. No entanto, “Born Into Brothels” não se perde em excessos de sentimentalismo ou manipulação: a realidade faz o que tem a fazer, para o bem e para o mal.
Mas, em última análise, “Born Into Brothels” é um testemunho do poder transformador da arte. Treinando a sua visão através da lente da câmara, as crianças aprendem a ver o seu mundo de forma diferente e a sonhar com outras possibilidades. Mas Briski e Kauffman não se intimidam em mostrar realisticamente os obstáculos que existem. E o bilhete de saída parece estar disponível apenas para poucos.
Apesar do foco serem as fotografias das crianças (tiradas em casa, na rua, no zoo, à beira mar), “Born Into Brothels” aborda também o tema das classes sociais na Índia (onde estas crianças são “intocáveis” devido às suas mães). Mas o que fica deste filme, é, sobretudo, uma mensagem de esperança e de como a determinação e o empenho de uma pessoa podem fazer toda a diferença".




"Um grupo de prostitutas paquistanesas está recebendo dicas sobre sexo seguro e "gerenciamento de bordéis" em um dos maiores distritos "da luz vermelha" de Calcutá, afirmaram ativistas na área de saúde. As prostitutas indianas estão orientando as profissionais do sexo paquistanesas no bairro Sonagachi, onde 6 mil trabalham na área, sobre um programa anti-aids administrado por prostitutas. "Elas nos perguntaram sobre nosso programa anti-aids e nossa técnica de gerenciamento de bordéis", disse Mrinal Dutta, ativista na área de saúde e porta-voz do grupo de prostitutas de Sonagachi, o DMSC. O programa anti-aids de Sonagachi reduziu a taxa de infecção de cerca de 90% há uma década para cerca de 5%, em parte pelo incentivo às prostitutas para se negarem a manter relações sexuais sem preservativo.
O programa acabou sendo usado como modelo pela fundação Bill e Melinda Gates, com sede nos EUA, para um projeto de US$ 200 milhões de dólares em seis cidades indianas.
"Estamos especialmente impressionados com o sistema de auto-regulamentação do DMSC, que impede a entrada de menores no comércio sexual e evita métodos de coerção", disse Majid Rani, líder do grupo de prostitutas paquistanesas. As paquistanesas visitaram as ruas de Sonagachi e entraram em vários bordéis minúsculos e escuros, de um quarto só, para "verificar as condições de trabalho".
"Temos problemas semelhantes nos dois países. Tentamos aprender com nossas experiências e trocar idéias", disse Swapna Gayen, ex-prostituta indiana que agora trabalha na área de saúde. A prostituição é oficialmente proibida na Índia e no Paquistão, mas sua prática continua generalizada e as autoridades não a reprimem. Na Índia, o governo faz campanhas anti-Aids através de grupos como o DMSC. Cerca de 5,1 milhões de pessoas são HIV-positivo ou têm aids na Índia, que é o país mais afetado depois da África do Sul.
O Ministério da Saúde da Índia registrou 28 mil novos casos de HIV/aids em 2004, uma queda drástica em relação a 2003, quando houve 520 mil novos diagnósticos. Mas o ministro da Ciência indiano admitiu que esses números podem ser ilusórios."

É realmente não existe prostituição na India...E mesmo com essse exemplo não vejo os brasileiros chamando as indianas de "mulheres da vida" por aí...


Acho que falta respeito por parte de alguns estrangeiros em compararem nós cidadãs brasileiras dessa forma...



Na TV algumas semanas atrás passou o filme Turistas...Que filminho mais chinfrin...Falando de turistas que vieram ao Rio (uma das falas é o estrangeiro falando: eu disse que Brasil era perigoso, eu não gostaria de vir pra cá...) e pra completar todos são vítimas de uma gangue que roubam órgãos!...


Outra cena que quis dizer: sim toda brasileira é vadia: num festa em um bar da beira da praia, está uma morena de biquini olhando o inglês...eles saem de lá (claro que sabemos pra quê) e depois aparece a mulher pegando a carteira do turista e tirando dinheiro, ele diz: mas você não gostou de mim?Ela - Não. Nessa cena querem dizer que toda brasileira quer estrangeiro apenas por dinheiro....Afff....



As críticas e sinopse do filme:



Vejam partes de filme horroroso:







Claro que não podemos esquecer que muitas brasileiras também aproveitam isso para ganharem alguma coisa, mesmo que seja através de algo ilícitom mas generalizar eu não aceito. E outra, cada um faz de sua vida o que bem intender não é mesmo?Acho muita hipocrisia eles falarem mal e ao mesmo tempo gostar das coisas que eles próprios "malham" daqui...


E o que vcs acham sobre essas "opiniões" deles sobre nós?

Desculpem mas hoje eu "tô uma pilha de nervos" e com a língua mais afiada do que nunca...
Boa noite e bom domingo.

5 Comentários:

Claudia,vc não imagina o quanto de preconceito eu sofro e sofri. Por ter um filho, ainda é mil vezes pior, aí é que sou p... mesmo!
Eu diria que anup perdeu todos os "amigos" pq eles só ficavam se referindo a mim de maneira desrespeitosa e rindo dele!
A minha maior fonte de tensão qdo estive na India não eram os mendigos, nem a sujeira, nem as buzinas insuportáveis. Eram os homens, que mexiam comigo mesmo qdo eu estava acompanhada dele. Eu fiquei horrorizada com a falta de educação! Imagina se algum desses engraçadinhos vem mexer com a mulher dos outros aqui no Brasil! Seria espancado ou tomava um tiro! Mas lá... tudo pode,né? Era homem mexendo comigo dia e noite (mesmo eu usando roupas indianas), mulheres apontando p mim e rindo, crianças querendo me tocar...
Tbm tô uma pilha de nervos!!!

Olha, olha... não é privilégio da Índia, China e Alasca, não!... não sou mulher, mas sei de infinitos casos de pessoas DE QUALQUER PARTE DO MUNDO fazendo a relação brasileira=sexo fácil. Uma amiga minha, descendente de poloneses (ou seja, branquérrima, loira, totalmente o não estereótipo da brasileira) passou três meses no Canadá e, quando sabiam que ela era brasileira, tentavam de tudo e inclusive perguntavam quanto ela cobrava!!!! Acredita? No Canadá, aquele país desenvolvido... isso porque não estou falando dos noruegueses, o país referência em IDH e "civilidade", que lotam Fortaleza atrás de quê? Das pobres meninas menores de idade que se prostituem por causa de quem? E quantos europeus não vêm pro Brasil atrás de mulheres pra casar e levá-las pra Europa? Eu mesmo tenho um grande amigo europeu, que está morando aqui em SP, que veio pela primeira vez por isso!!!! É muito triste... queria realmente saber a origem disso.

Este comentário foi removido pelo autor.
Este comentário foi removido pelo autor.

É Ibirá, eu mesma passei por uma situação constragedora na Irlanda. Estava eu nos jardins da Catedral de Saint Patrick (sim numa igreja!)Quando um dos homens que estavam perto me perguntou as horas... Respondi educamente, foi qdo o outro disse: vc viu o sotaque dela?Deve ser brasileira. Os
olhos deles brilharam...E começaram a falar: humm brazilians very, very hot
..arhhhh que raiva!!!Que nojo!
Eu me senti um pedaço de carne na frente de lobos a ponto de ser devorada!! Cheguei na casa de minha amiga tremendo e ela me disse que isso sempre acontece por lá...Infelizmente eles têm essa visão distorcida de nós brasileiras...

Tags

Postagens populares

Marcadores

Blog Archive

Blog Archive